segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dicas para organizar os estudos para o CACD.

Oi, queridos,

Sei que estou ausente há um tempo, mas sei que vocês entendem. Quando a coisa pega, mesmo, não sobra tempo nem pra ter ideias legais de post. Tenho ficado extremamente cansada, com uma rotina de estudos que começa às 9 e vai, muitas vezes, até a meia-noite. Além de tudo, ainda tenho estudado aos domingos com uma amiga. Tá puxado.

Recebi vários emails me pedindo cronogramas de estudos e dicas sobre como estudar. Confesso que cronogramas são coisas muito difíceis de dar. Cada pessoa, em geral, tem o seu próprio mecanismo de estudos e, por isso, não acho que seria uma boa dar um para vocês. No entanto, acho que algumas recomendações são válidas, para ajudar na organização da distribuição dos estudos. Vamos lá.

1. Façam uma lista com tudo que deve ser visto durante semana e sigam-na religiosamente. É super importante saber o que você precisa ver durante a semana, ou os estudos viram uma bagunça. Essa lista deve englobar todas as matérias cobradas no concurso, sem exceções. As línguas, em geral, tomam muito tempo, mas deixe entre meia e uma hora por semana para cada uma delas, nem que seja apenas para ler uma notícia e fazer vocabulário.

2. Façam exercícios toda semana. Sei que muita gente não faz isso, pois toma muito tempo, mas é muito importante. Em geral, essa dica é mais indicada para quem já está estudando há mais tempo e já tem uma profundidade maior de conhecimentos. Eu, particularmente, faço um simulado por semana no curso (e, às vezes, mais de um). Ajuda demais, sobretudo quando você erra. Meu professor me disse, uma vez, uma coisa muito verdadeira: "nada te faz aprender tanto quanto errar". Super verdade.

3. Estudem em blocos de tempo. Recentemente, uma amiga me apresentou a chamada "Técnica dos Pomodoros". Pode parecer besteira, mas ajuda. De acordo com esse método, você estuda em blocos de 25 minutos intensivos e dencansa 5 quando completa o tempo. Quando completar 4 blocos de 25 minutos, descansa de 10 a 15 minutos. Tenho achado legal. Você não fica mega sobrecarregado, divide os tempos igualmente entre as matérias e ainda tem umas sacadas inteligentes depois de um tempo. 

4. Dediquem-se, igualmente, àquilo que não gostam. Todo mundo tem uma matéria ou outra que não gosta de estudar. É preciso estudar principalmente essas matérias. Tendemos a deixá-las para depois e, quando vemos, já era, passou. Minha grande paixão, por exemplo, é história. Tenho a tendência enorme a estar sempre lendo um livro de história, mas isso não é bom. É preciso estudar muito daquilo que não gostamos também.

5. Priorizem emocionalmente as matérias a estudar. Sei que esse ponto irá parecer contraditório, em relação ao anterior, mas não é. Vocês precisam estudar, exaustivamente, todas as matérias, mas, quando irão estudá-las, é uma definição de vocês. A pior coisa é ir estudar Economia só porque está no seu cronograma, quando, na verdade, você estava super a fim de estudar PI. Recomenda-se sempre que vocês estudem aquilo que vocês estão com mais vontade de ver, pois o rendimento é maior - só não pode rolar sempre vontade de ver a mesma coisa.

6. Sejam pragmáticos. Uma coisa que muita gente faz é comprar um livro só sobre a História da Monarquia Britânica no século XVI, ou ficar estudando sobre o deflator do PIB, sobre Luis XV, etc. Gente, se não cai na prova, nem leiam! Cultura geral é importante? Claro que sim, mas se não vai ser cobrado na prova, pra que ficar estudando agora? Meus professores sempre falam: gente isso é importante, mas não cai na prova, logo, passem longe! Sigam o edital do último concurso ou o programa de algum cursinho que segue o edital e mandem bala. Nada de estudar o desnecessário. 

7. Sigam a bibliografia recomendada! Isso é um problema. Gente, eu sei que há muitos livros legais sobre quase tudo, mas é MUITO importante saber a visão cobrada na prova. De nada adiantar ler três mil livros de História Geral, quando a vertente cobrada na prova é a do Hobsbawn. Tudo bem, os livros dele demandam paciência, mas é preciso saber, no mínimo, o que o cara diz. Não adianta brigar com a banca. Já vi muitas pessoas argumentando com meu professor de história (que, diga-se de passagem, é ótimo) porque estavam se baseando na visão do fulano ou do ciclano, e não daqueles autores sugeridos no Edital. Isso é péssimo. A banca irá cobrar uma determinada visão e é nessa que vocês tem que ir. Podem ler outras coisas? Claro que sim, desde que isso não contrarie a visão que a Banca exige de vocês. 

Bom, é isso. Acho que essas dicas podem ser úteis àqueles que têm alguma dificuldade de estipular uma metodologia de estudos, como eu também tinha. Qualquer coisa, fiquem à vontade para mandar emails. Eu tardo, mas não falho. 

Ah, sim, agradeço a todos pelos emails recebidos nos últimos tempos, com o depoimento. Infelizmente, como ele foi retirado do ar, não posso colocá-lo aqui sem autorização do autor.

Beijos e bons estudos,

Luiza 




3 comentários:

  1. Ótimas sugestões, Luiza!

    Eu diria que uma dica imprescindível é a de começar e já um curso de redação em português, pois a banca é muito exigente e muito específica na 2a fase.

    Para a redação de inglês o mesmo...

    Beijos!
    Daniel Sampaio

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    1. Como estudar para a redação de inglês?

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    2. Como estudar para a redação de inglês?

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